quinta-feira, 18 de abril de 2013



TECNOLOGIA Notícia da edição impressa de 19/04/2013
País terá um computador por habitante até 2016
Custo anual de TI por usuário é de R$ 24,2 mil nas empresas
Patricia Knebel
O Brasil deve chegar em 2016 à marca histórica de um computador por habitante. Hoje são 118 milhões de máquinas em uso no ambiente doméstico e corporativo, entre desktops, notebooks e tablets, aponta a 24ª Pesquisa Anual do Uso de TI, realizada pelo Centro de Tecnologia e Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas. Hoje a penetração é de três máquinas para cada cinco pessoas. A previsão era de que essa posição só seria alcançada em 2017. Mas foi acelerada com a inclusão dos tablets. “Se você tira o tablet, o mercado nacional de computadores encolhe; se coloca, explode”, comenta o coordenador da pesquisa, Fernando Meirelles.

Até então, a maioria das pesquisas realizadas no Brasil sobre esse mercado não considerava o tablet como computador. O que, para ele, é um erro. “Não faz sentido excluir esses dispositivos dessa categoria só porque são portáteis”, defende. De acordo com o estudo, não é igualmente correto classificá-los como smartphones. “O tablet não é um dispositivo para falar, é um computador fino, leve e com tela touch screen”, acrescenta. Meirelles também é enfático ao defender que os desktops não vão desaparecer no mercado. E, se existe uma categoria que vai ficar esmagada entre essas máquinas maiores e os tablets, é a dos notebooks. E por uma questão de custo-benefício.

Os desktops cada vez mais vão adquirir funcionalidades de televisão, reforçando assim a sua posição como um produto indicado para as pessoas que passam muito tempo em frente ao computador, nas suas residências ou escritórios. Tela e teclado maiores contam pontos nesses casos.

Já os tablets, que são menos ergonômicos, deverão crescer ainda mais como opção para a mobilidade, especialmente para o acesso à internet. “Tanto as empresas estão percebendo essa ameaça que já começaram a lançar notebooks que se parecem com tablets”, comenta. A 24ª Pesquisa Anual do Uso de TI ouviu um universo de cinco mil grandes e médias empresas. As respostas refletem o cenário no início de 2013.

Um dado que chama atenção é o dos gastos anuais com Tecnologia da Informação (TI) por usuário nas empresas brasileiras, que chegaram a R$ 24,2 mil. E o número deve continuar crescendo. “É importante que as empresas tenham em mente que a TI é uma área com um peso considerável dentro dos negócios e invistam em ferramentas de gestão adequadas para garantir a produtividade dos colaboradores”, observa Meirelles.

O investimento em TI atingiu 7,2% da receita nas empresas, triplicou em 18 anos, aponta o levantamento. Sobre o mercado de Sistemas Integrados de Gestão (ERPs) por porte das empresas, o estudo da FGV mostrou que a Totvs lidera com 52% a adoção nas companhias de menor porte, e a SAP, com 51%, nas maiores. As duas empresas, somadas com a Oracle, detêm 81% do mercado de ERP no Brasil. A Microsoft continua dominando a estação de trabalho com Windows, Office e Explorer.


Chavismo sem Chávez' é desafio para arte engajada na Venezuela

Che Guevara foi transformado em ícone global e as balaclavas do Exército Zapatista de Liberação Nacional (EZLN) do Estado de Chiapas, no México, já mostravam que o pop também está a serviço das revoluções contemporâneas.

Na Venezuela, ninguém como o chamado líder da autoproclamada revolução bolivariana se adequou tão bem a essa finalidade quanto Hugo Chávez.

É um status que nem sequer o seu herdeiro político, Nicolás Maduro, almeja.

Circulando de microfone nas mãos pelas salas de um centro médico que o governo inaugurou na cidade de Maracay, em cadeia nacional de televisão, o corpulento Maduro demonstrava nesta semana pouca familiaridade com as formas de comunicação tão bem utilizadas por Chávez.

Maduro foi o meio, mas Chávez foi o ícone que dominou a campanha eleitoral e ainda ofusca o protagonismo do seu sucessor, autodefinido como "o primeiro presidente chavista da Venezuela".

Perda de um ícone

É uma mudança que afeta o trabalho de um grupo de jovens de uma oficina gráfica localizada no labirinto de concreto do complexo de edifícios do Parque Central, em Caracas.

Enquanto alguns mantêm os olhares fixos nas telas de computador, uma das paredes está totalmente tomada pela imagem de um Chávez "rapper", de camiseta, boné e corrente de ouro.

Em cartazes, grafites e arte de rua, desta e de outras cooperativas de artistas, o ex-presidente é retratado como rapper, jogador de basquete, praticante de ioga, lutador de boxe.

Estas referências diretas ao cotidiano dos bairros pobres das cidades venezuelanas buscam traduzir o bordão chavista, "Juntos, somos Chávez".

"Você olha para Chávez empinando uma moto, cantando rap, fazendo pose de hip-hop, e isso não gera ruído", diz um dos jovens artistas que fazem parte da cooperativa.

"Há pessoas que apoiam Chávez por razões diversas. Ele é um símbolo de todas essas lutas, que vai se carregando de significado por suas próprias ações e pelas ações dos outros", afirma outra artista.

Maduro, eles admitem, não é Chávez. Não tem a mesma habilidade de comunicador que tinha seu mentor nem a originalidade do líder que fundou, em vez de seguir, um movimento.

"Maduro é o nosso líder por enquanto, o apoiamos e o respeitamos como presidente", dizem os jovens artistas. "Mas é preciso entender o lugar dele nesse processo: ele é um instrumento, um militante."

Mensagem anticapitalista

Os três jovens que conversam com a BBC Brasil preferem não ter os nomes identificados - a polarização política do momento atual incita temores de perseguição entre os chavistas assim como nos opositores.

Eles fazem parte de um grupo artístico chamado Exército Comunicacional de Libertação (ECL), uma cooperativa de artistas que além dos seus usuais serviços gráficos criam mensagens engajadas, muitas delas ao redor do ícone chavista.

A narrativa dos grupo artísticos venezuelanos é dominada pelos grupos armados paramilitares que governam, na prática, as áreas mais pobres da cidade.

Mas aqui, neste espaço criativo de combate, "as armas são a lata de spray e o microfone".

Junto com cerca de 30 outras entidades, o ECL integra a chamada Rede de Ação e Distribuição Artística (Redada), criada em 2011 como uma articulação nacional de movimentos juvenis de "luta e resistência contra o sistema de produção cultural hegemônico".

"O capitalismo tomou os muros da cidade para mercantilizar a vida moderna", criticam. "Mas eles são públicos e também podem nos pertencer. Achamos que também temos direito a publicar as nossas ideias neles."

Ajustes

Chávez foi o politico que soube capitalizar esse sentimento e, com sua própria habilidade comunicadora, servir de material para alimentá-lo.

Sua morte foi, assim, uma perda para quem leva a ideologia para o campo midiático. Sem falar nos efeitos políticos mais concretos, como a dificuldade do movimento chavista de comandar o mesmo número de votos na ausência do seu líder original, como se viu nas eleições de domingo.

Contra esses efeitos, estes jovens já tentam construir uma imagem do sucessor chavista com quem o povo venezuelano se identifique.

Maduro já aparece despojado, brandindo uma guitarra elétrica da marca "socialismo", em uma campanha que segue a mesma linha da que retratara Chávez em realidades típicas dos "barrios".

Outro pôster, com uma criança em primeiro plano, diz que "não fazem falta os que se foram, e sim os que virão".

Apesar dos esforços, sem a figura que dominou a política venezuelana nos últimos 14 anos, grupos artísticos engajados, como este, talvez tenha de ajustar sua mensagem.

"Vamos nos concentrar na interpretação do socialismo do século 21, que já fazemos através de temas: feminismo, luta contra o poder das corporações, oposição aos organismos geneticamente modificados", exemplificam os jovens.

Como pano de fundo, tal qual um Che, ou um comandante Marcos, o líder bolivariano continuará sendo o ícone da "revolução", seja quem for que estiver no comando dela.

"Chávez vive", dizem eles, empregando o bordão repetido diariamente pelos chavistas. "Ele é o que nos une. Somos gotas que, juntas, formamos um aguaceiro."

sábado, 13 de abril de 2013


Margaret Thatcher (1925-2013): Ex-premiê foi uma das mulheres mais poderosas do século 20

José Renato Salatiel*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
  • Wikimedia Commons/White House Photo
    Da esquerda para a direita, Ronald Reagan recebe Margaret Thatcher na Casa Branca, ao lado dos respectivos cônjuges, Nancy Reagan e Denis Thatcher
    Da esquerda para a direita, Ronald Reagan recebe Margaret Thatcher na Casa Branca, ao lado dos respectivos cônjuges, Nancy Reagan e Denis Thatcher
Margaret Thatcher morreu em 8 de abril, aos 87 anos, após sofrer um derrame. Ela foi a primeira – e até hoje única – mulher a chefiar o governo no Reino Unido, reeleita primeira-ministra em três mandatos consecutivos. Nesse período de onze anos (1979-1990), tornou-se também uma das líderes políticas mais influentes do século 20.
O apelido de “Dama de Ferro” foi dado pela imprensa soviética nos anos 1970, para caracterizar sua forte oposição aos regimes comunistas. Ela conduziu a política doméstica com a mesma personalidade intransigente, provocando tanto admiração quanto repúdio entre os ingleses.
Na esfera internacional, Thatcher contribuiu para mudar a relação entre o mercado financeiro e o Estado. Nos anos 1980, ela foi a expoente da doutrina neoliberal, que defendia a desregulamentação da economia e a diminuição do papel do Estado. Esse modelo de política econômica se tornaria hegemônico no mundo capitalista, sendo adotado no Brasil durante o governo de Fernando Collor de Melo (1990-1992).
As privatizações do setor industrial, o corte de benefícios sociais e o desmantelamento dos poderosos sindicatos britânicos, para especialistas, foram medidas necessárias para recuperar a economia britânica no pós-guerra.
Outra característica de seu governo foi a aliança com o presidente americano Ronald Reagan (1981-1989). Juntos, foram os principais opositores da ex-União Soviética, no auge da Guerra Fria (1945-1991).
O estilo autoritário de Thatcher contrastava, nesse sentido, com a imagem de defensora das liberdades individuais que tinha em países socialistas.
No final dos anos 1980, a premiê foi a primeira chefe de Estado ocidental a endossar as reformas políticas e econômicas no regime soviético, promovidas por Mikhail Gorbatchev. Essas reformas levariam ao fim da Guerra Fria e a queda do comunismo na Europa.
Mais polêmicos foram os apoios ao apartheid, regime de segregação racial em vigor na África do Sul (1948-1994), e à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) no Chile, uma das mais violentas na América Latina.
Em resumo, Thatcher não era uma política que buscava consenso, mas que impunha sua liderança. Quando os argentinos reclamaram a posse das ilhas Malvinas (Falklands, para os ingleses), em 1982, enviou forças militares para recuperar o território inglês. Dois anos depois, escapou ilesa de um atentado terrorista cometido pelo IRA (Exército Republicano Irlandês), grupo que reivindicava a independência da Irlanda do Norte.
Greves
Eleita primeira-ministra em 4 de maio de 1979, Thatcher foi a primeira mulher a governar uma grande potência e a mais importante a ocupar o posto no Parlamento britânico desde Winston Churchill (1940-45 e 1951-55).
No final dos anos 1970, a economia no Reino Unido passava por um período difícil, com inflação anual acima dos 20%, taxa de desemprego de 10% e altos impostos. Havia nisso a influência de fatores externos, como o aumento do preço do barril do petróleo, e internos, decorrentes de déficits no orçamento do Estado.
Para equilibrar as contas do governo, Thatcher privatizou empresas estatais, retirou estímulos ao mercado (herança do pós-guerra), cortou benefícios e investiu contra os sindicatos, cuja força representava um entrave para a abertura econômica.
As medidas impopulares, de início, agravaram a situação, com aumento dos índices de desemprego e inflação, além de quedas do consumo e de investimentos. Nos primeiros dois anos de mandato, a popularidade em baixa ameaçava o governo Thatcher. Foi quando começou a Guerra das Malvinas, que inflamou o sentimento patriótico dos ingleses e assim, nas eleições de 1983, garantiu a vitória do Partido Conservador e o segundo mandato da primeira-ministra.
Neste segundo mandato ocorreu a consolidação do “thatcherismo”, com a estabilização da economia, a continuidade das reformas neoliberais e a privatização de indústrias para reduzir os gastos do Estado.
Por outro lado, a briga com os sindicatos desgastou o Parlamento. Entre 1983 e 1984 aconteceu a greve dos mineiros, uma das mais duradouras do mundo e a que provocou mais impactos sociais na Inglaterra. Os mineiros protestavam contras o fechamento de mineradoras e mantiveram uma “queda de braço” com Thatcher que durou um ano.
Zona do euro
Em 1987, quando foi reeleita pela segunda vez, o Reino Unido já registrava um crescimento de 5%. Mas a aprovação da primeira-ministra continuava baixa, sobretudo após a adoção, em 1990, do poll tax, uma espécie de imposto regressivo em que os mais pobres pagam proporcionalmente mais do que os ricos.
Outro motivo de discórdia foi a recusa em aceitar a inclusão do Reino Unido na zona do euro, o que levou a um racha do Partido Conservador e a perda de aliados importantes, como o vice Geoffrey Howe.
Thatcher renunciou ao cargo em 22 de novembro de 1990. Ela retirou-se da vida pública em 2002, depois de sofrer uma série de pequenos derrames. A morte do marido Denis, em 2003, e a gradual perda da memória a isolaram ainda mais do público.

FIQUE LIGADO

O ponto essencial que a morte de Margaret Thatcher põe em pauta é o neoliberalismo, da qual a ex-premiê britânica foi, em sua época, a personificação. Mas é importante não perder de vista que a "Era Thatcher" coincide com a "Era Reagan" e o fim da Guerra Fria. Particularmente, no que toca à América do Sul, o governo de Thatcher está ligado ao conflito com a Argentina pelas ilhas Malvinas, que tem desdobramentos bem recentes: Cristina Kirchner, ao visitar o recém eleito papa Francisco 1o, pediu que ele pusesse sua autoridade em favor dos interesses argentinos no arquipélago.Neoliberalismo


Correção

Pessoal do 3º ano, as respostas para a correção já estão publicadas. Aproveitem e bons estudos!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Reposição hormonal pode ser a solução para obesidade em homens

Segundo estudos, tratamento com reposição de hormônios diminuiu o peso de homens obesos e com baixo nível de testosterona

REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA ESTADO
obesidade (Foto: SXC)
Homens com baixo nível de testosterona, o hormônio sexual masculino, e que não obtiveram sucesso para o tratamento convencional contra obesidade podem ser beneficiados com a reposição hormonal, segundo estudos recentes do endocrinologista alemão Farid Saad, da área científica do laboratório Bayer HealthCare Pharmaceuticals.
Uma das pesquisas, apresentada em encontro da Sociedade de Endocrinologia, em Houston, acompanhou 115 homens com baixos índices de testosterona durante cinco anos. Com a reposição hormonal - seguida de dieta e exercícios -, a perda média foi de 16 quilos e a circunferência abdominal baixou de 107 para 98 centímetros.
Em outro trabalho, que revisou estudos mundiais sobre o tema e foi publicado no periódico Current Diabetes Reviews, Saad conclui que a reposição "pode ser eficaz porque melhora o humor e reduz a fadiga, o que pode motivar o homem a aderir à dieta e aos exercícios para o combate à obesidade".
"A testosterona não é medicamento antiobesidade e a reposição só deve ser feita por quem tem baixa produção desse hormônio. O que a pesquisa mostra é que a reposição hormonal otimiza a melhora de peso se estiver aliada à dieta e à atividade física", afirma o endocrinologista João Eduardo Salles, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericórdia.
ReduçãoOs níveis de testosterona começam a cair naturalmente a partir dos 45 anos. A redução acentuada do hormônio é conhecida como andropausa e provoca perda da libido, de massa muscular, disfunção erétil, entre outros sintomas. "O que se sabe hoje é que a obesidade pode causar a redução de testosterona de forma mais rápida, principalmente a obesidade que tem como apresentação o acúmulo de gordura na circunferência abdominal", diz Salles.
Esse acúmulo de gordura na cintura pode reduzir a ação da insulina: além de causar predisposição para diabetes e hipertensão, causa redução na produção de testosterona. "A diminuição de testosterona leva à piora da obesidade. E a obesidade também pode levar à diminuição da testosterona. Provoca um ciclo vicioso."
O grave é que são poucos os homens que sabem sobre a andropausa e testaram os níveis de testosterona. Pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia, com apoio da Bayer, mostrou que 66% não sabem o que é andropausa e 64% nunca fizeram testes para medir o hormônio masculino. Foram ouvidos 5 mil homens, com mais de 40 anos.
"Chama a atenção o fato de grande parte dos homens não cuidar de nada: 59% não fazem dieta, 49% não fazem atividade física, 38% não vão ao médico com frequência. No entanto, 37% usam algum remédio para disfunção erétil. Eles não sabem que a queda da testosterona pode estar ligada a essa disfunção e a reposição pode melhorar a ereção", diz Archimedes Nardozza Junior, diretor do núcleo de pesquisa da SBU e coordenador da pesquisa.
Para Nardozza, a mensagem é que o homem precisa se tratar. "Ao contrário das mulheres, eles não vão ao médico. Esse é o grande mote da campanha da Sociedade Brasileira de Urologia: cuide-se", afirmou o especialista.

Grupo: Jaquicilane, Aline, Messias e Pamela

http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2012/09/reposicao-hormonal-pode-ser-solucao-para-obesidade-em-homens.html

Questionário - Conhecendo a 1ª Guerra Mundial

Como prometido as respostas para a correção estão aí. Estudem!

Por Juçara Dutra. Turma - 3001

1- Faça um breve resumo sobre o que levou a 1ª Guerra.
Na interpretação de Vladimir Lênin a Primeira Guerra Mundial foi um conflito de nações imperialistas na disputa pelas riquezas naturais das colônias da África e da Ásia, em particular essas disputas seriam entre a Inglaterra e a Alemanha, porém vários outros fatores contribuíram, entre eles, a forte rivalidade entre a França e a Alemanha após a guerra franco-prussiana em que os francese perderam a região de Alsácia e Lorena, região esta, rica em carvão. Outro fator que contribuiu para o clima de tensão na Europa foi o crescimento industrial e econômico da Alemanha e consequentemente uma  acentuada competição com a França e a Inglaterra. Neste contexto de rivalidades a Alemanha estabeleceu uma aliança diplomática com o Império Áustro- Húngaro,   um mosaico de nacionalidades, como os thecos, eslovacos, bósnios, sérvios, croatas e romenos, que aspiravam autonomia. A Rússia, por sua vez, tinha ressentimentos em relação ao Império Otomano pela derrota sofrida na Guerra da Criméia. Esse clima de rivalidades políticas aliado à expansão das ideologias nacionalistas foram decisivos na eclosão da Grande Guerra.

2- Porque o assassinato de Francisco Ferdinando serviu de estopim para o início da 1ª Guerra?
Francisco Ferdinando era o príncipe herdeiro do trono Áustro-Húngaro e tinha a intenção de assumir o trono e reconhecer a população eslava como terceiro parceiro do Império, essa ideia contrariava os interesses dos sérvios que queria a sua nação independente. Ao visitar a cidade de Sarajevo, na Bósnia, Francisco Ferdinando e sua esposa  foram assassinados por um nacionalista sérvio. A partir daí a Áustria declara guerra aos sérvios. A Rússia se posicionou em defesa dos sérvios e a Alemanha declarou guerra à Rússia e depois contra a França. Por sua vez a Inglaterra visando manter o equilíbrio europeu declarou guerra à Alemanha.

3- Fale sobre a Paz Armada
A Paz Armada ocorreu na primeira década do século XX, período em que os países europeus passaram a investir cada vez mais nas Forças Armadas e nas indústrias bélicas. Neste período a Europa vivia em paz, mas se preparando para uma iminente guerra. 

4- O que foi a Política de Aliança?
Foram acordos feitos entre os países europeus. A Europa, neste sistema de alianças ficou dividida da seguinte forma: de um lado a Alemanha, o Império Áustro-Húngaro e a Itália  formavam a Tríplice Aliança e de outro lado estavam a Inglaterra, França e a Rússia que formavam a Tríplice Entente.

5- Fale sobre o desenvolvimento da Guerra.

A primeira fase foi a guerra de movimento, quando as tropas alemãs fizeram um ataque incisivo sobre a França.  Com essa estratégia os alemães esperavam vencer a guerra sem maiores dificuldades. Passado esse primeiro momento, os conflitos entraram em uma nova fase que ficou conhecida como a guerra de posições ou guerra de trincheiras. Esse período envolveu batalhas grandes e penosas, que não resultou em nenhum avanço militar significativo para ambos os lados. Apenas com o emprego das novas tecnologias e a chegada de 1,2 milhão de soldados estadunidenses os conflitos seguiram novos rumos. Os alemães, que até então venciam boa parte das batalhas, foram contidos com uma segunda derrota em território francês. A Inglaterra conseguiu subjugar as forças turco-otomanas e a Itália derrotou os exércitos austríacos. Estava assim decretada a vitória da Tríplice Entente.


6- Comente sobre a vida nas trincheiras.
A vida nas trincheiras representou um dos maiores horrores da Guerra. Nenhum dos lados conseguia ultrapassar as trincheiras inimigas que sob sol e chuva,  milhares de soldados passavam meses atirando contro os inimigos enfiados na terra junto com ratazanas e piolhos. A água e comida eram racionadas e eram muitas vezes consumidas perto de cadáveres em putrefação.


7- Fale sobre as novas tecnologias usadas na 1ª Guerra.
Na Primeira Guerra foi usado, pelo exército alemão,  o lança-chamas, armas químicas como o gás mostarda,  que provocava queimaduras graves. mas o grande trunfo dos alemães foi o submarino que afundava navios carregados de alimentos e com isso causava grandes danos à população civil. O tanque de guerra inventado pelos ingleses , o avião foi usado pela primeira vez como arma bélica. Estes  são exemplos das novas tecnologias usadas nesta guerra.


8- Explique duas consequências da Primeira Guerra.
Após a primeira guerra os países da Europa conheceram certo declínio econômico. A Inglaterra perdeu um pouco a sua posição de grande potência mundial enquanto os Estados Unidos se industrializaram e lucraram muito durante a  guerra e com isso aceleraram sua ascensão econômica. Outra consequência dessa guerra foi o desgaste dos ideais liberais. A democracia  passou a sofrer fortes críticas e as ideologias autoritárias de direita e de esquerda ganharam prestígio.


10- Fale sobre a participação do Brasil na 1ª Guerra.
Primeiro o Brasil declarou que ficaria neutro nessa guerra, porém um submarino alemão torpedeou um navio cargueiro brasileiro carregado de café. Neste contexto o Brasil rompeu relações diplomáticas com a Alemanha e em outubro de 1917 o governo brasileiro declarou guerra. Com o total de 1502 homens, dois cruzadores e quatro contratorpedeiros e  a missão de patrulhar o circuito entre São Vicente, Dacar e o estreito de Gibraltar a pequena frota partiu, mas por problemas mecânicos noa navios e atacados pela gripe espanhola em Dacar  a missão foi prejudicada quando chegaram a Gibraltar a guerra havia terminado. 

As ameaças da Coreia do Norte são para valer?

Análise sobre atual situação do país oriental contra os Estados Unidos
Declarações de guerra e ameaças contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos não são novidades.

A última foi a declaração de Pyongyang sobre a retomada do "estado de guerra" com a Coreia do Sul.
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Em 1994, o negociador da Coreia do Norte ameaçou transformar Seul em um “mar de fogo”, levando muitos moradores da capital sul-coreana a se preparem para o pior e estocarem comida.

Após o ex-presidente George W. Bush incluir o país no chamado “eixo do mal”, em 2002, Pyongyang disse que “varreria sem piedade os agressores”.

Em junho do ano passado, o Exército da Coreia do Norte disse que a artilharia estava apontada para sete conglomerados de comunicação da Coreia do Sul, falando em uma “guerra sagrada sem piedade”.

Enquanto muitos analistas desdenham das retóricas classificando-as como blefe, muitos mencionam a “tirania da baixa expectativa”, lembrando que os norte-coreanos estiveram envolvidos em vários confrontos nos últimos anos.

“Se você seguir a imprensa norte-coreana, constantemente vai ver linguagem belicosa contra os Estados Unidos e a Coreia do Sul, ocasionalmente contra o Japão. É difícil saber o que levar a sério”, diz o professor John Delury, da Universidade Yonsei, da Coreia do Sul.

“Mas quando você olha alguns ocasiões em que algo realmente aconteceu, como o ataque as ilhas da Coreia do Sul em 2010, há um alerta real”, disse.

Além do blefe

As atuais ameças ocorrem após os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul.

“Quando um país ameaça com uma guerra preventiva nuclear, é para se preocupar”, diz Andrea Berger, do Royal United Services Institute de Londres.

Outros analistas acham que as ameças são,na verdade, um meio da Coreia do Norte negociar um tratado de paz com os Estados Unidos.

“Parece que eles (Coreia do Norte) acredita que não serão levados a sério até que negociem (a paz) com considerável força militar. Isso é coerente com as políticas militares de Pyongyang”, diz Berger.

John Delury tem opinião semelhante.

“A mensagem de Pyongyang é: ‘vocês não podem acabar com conosco, nós não vamos sair daqui, vocês têm de negociar’”, argumenta.

As últimas ameaças têm sido vistas como blefe proque um eventual ataque nuclear é visto como uma ação suicida do regime norte-coreano.

EUA como alvo

Há poucas evidências de que a Coreia do Norte tenha desenvolvido um sistema eficiente para ataques balísticos, com alvos acurados.

Também é pouco provável que consiga furar o bloqueio do escudo balístico americano.

Um ataque nuclear é ainda mais incerto, já que analistas não acreditam que a Coreia do Norte tenha desenvolvido tecnologia necessária para fazer uso de seus armamentos nucleares.

Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres, há evidências de que a Coreia do Norte tenha mísseis que até poderiam chegar aos Estados Unidos.

“Mas um míssel balístico nuclear de alcança internacional ainda vai demorar vários anos” para ser desenvolvido, disse o instituto.
(Felipe/Amanda Alves) - Politica Internacional

Com queda do real e PIB fraco, Brasil patina em ranking de economias

Consultoria diz que país deve cair na comparação com outros países; crescimento tímido pode adiar retomada.
Há um ano, autoridades brasileiras celebraram com entusiasmo a notícia de que o PIB do país havia superado o britânico, fazendo do Brasil a sexta maior economia do mundo.

Agora, a tendência é de que, mesmo com a economia britânica patinando para sair da crise, a disputa por esse sexto lugar seja muito mais acirrada do que o previsto inicialmente.
Segundo a Economist Intelligence Unit (EIU), consultoria ligada à revista britânica The Economist, a desvalorização do real deve fazer o PIB brasileiro ser novamente superado pelo da Grã-Bretanha no fim do ano.

Robert Wood, da EIU, admitiu à BBC Brasil que a mudança é contábil. Segundo as previsões da consultoria, a economia britânica deve cair 0,1% em 2012 e crescer apenas 0,5% em 2013, enquanto o PIB do Brasil deve se expandir 1% em 2012 e 3,5% em 2013.
Mas, para ele, não há dúvidas de que essa não é uma boa notícia para os brasileiros.
"O problema é que, entre os mercados e investidores internacionais, esse dado lança luz sobre a questão de se o Brasil está fazendo o suficiente para retomar um ritmo sólido de crescimento", diz o economista, após mencionar a recente desaceleração da economia brasileira.
"Ao mesmo tempo, para a Grã-Bretanha, não parece haver muito o que comemorar, porque o crescimento do país no ranking deve ser visto mais como uma consequência da queda brasileira."
 (Kissila/George) - Economia Internacional.